Empty Spaces Chronicles 2.0

Opinião e Sentimentos por Alexandre Mello

out of control (with bucking horse)

Controle, e o imperativo da falta dele. Todo mundo tem seus defeitos mais violentos. Uns seres são terrivelmente ciumentos, outros terrivelmente bagunçados. O meu problema acho que é a questão do controle. Não estamos falando de controle de pessoas (nesse campo não há encanações), mas de coisas, métodos, e processos. A perda de algum objeto importante e valioso, ter que lidar com o “descontrole” do modus operandi na firma. E a pressão arterial vai lá nas alturas. Claro que posso botar parte da culpa na genética, mas a outra é comigo. E acho que, depois de trintão, estou começando a dominar o cavalo chucro. Uma “montada” para uma vida toda, mas estamos aprimorando. Ruim mesmo é ficar sem uma boa sela.

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gostosinhas na vitrola: “Roll With It” (Oasis)

Hoje de manhã eu me peguei pensando e me imaginando com setenta anos de idade escutando e curtindo Roll With It na vitrola, exatamente como hoje (e há 15 anos atrás). Será ridículo? O quão ridículo será? Serei achincalhado pelos haters (de ontem, de hoje e os vindouros)? Enquanto esse momento não chega, deixemos essa delícia registrada aqui. (Ainda) Em tempo, e sem julgamentos.

Uma coisa com certeza não precisa de interrogação e está garantida: da vitrola não sai, ever.

 

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divagações sobre engrenagens, ou como juntar as palavras “cyber” e “café” em um mesmo texto de uma forma bizarra

Moro numa kitnet, já faz uma semana que tenho dois computadores ativos por aqui. O bom e velho (guerreiro) desktop e uma nova aquisição mobile. Quase que não acho espaço físico pra aninhar o novo brinquedo. Volta e meia bate um sentimento de culpa. É essencial, é necessário? Não. Principalmente levando em conta o fato de que as minhas demandas profissionais atuais não exigem uma máquina portátil.

Porém, esse sentimento logo se esvai quando começo a refletir de forma mais apurada sobre nossos tempos, a emergência dessa realidade paralela que é o universo cyber*.

É questão de tempo para que o cyber se encaixe perfeitamente, como dois discos de uma embreagem, com o dito mundo real. Logo a importância de um dispositivo de comunicação de ponta ligado à internet em casa vai ter o mesmo, ou quase que o mesmo peso sócio-econômico de ter uma geladeira, isso se as duas coisas não se fundirem em uma só. O que vai sair disso, e o que vamos aproveitar disso é outra história. Mas muito provavelmente vai ser por um curto período.

Eu tenho a impressão e a sensação de que nossa civilização não vai durar mais do que um século antes de entrar em colapso (por uma série de razões, incluindo o bom senso). Então vamos ter poucas décadas pra curtir esse encaixe perfeito. O que dá pra deduzir disso tudo é que o cyber, no sentido mais amplo possível, será o nosso legado, as nossas pirâmides do Egito.

Depois da merda no ventilador, os povos humanos que irão sobrar dos escombros e irão reerguer a reputação do homo sapiens irão dar partida e se reorganizar nas “sombras” do que hoje chamamos de “cyberesfera”.

Se tem uma coisa que eu gostaria muito mas não vai rolar seria ser testemunha desse “momento fênix” da humanidade. Já vou estar em outra, alimentando vermes ou simplesmente vagando como partícula. Uma pena.

Uma pena mesmo é que uma postagem nova aberta no editor que era pra ser inicialmente sobre o dia nacional do café tenha chegado neste ponto. Não vou deixar isso no rascunho, of course. Nem vou recomeçar uma nova. Sabadão de outono cinza, 17:25h, 18º graus na tela do desktop, é hora de partir pra degustação. Fui, bye-bye, adiós.

Cyber- is a prefix derived from “cybernetic,” which comes from the Greek adjective κυβερνητικός meaning skilled in steering or governing (Liddell and Scott, Greek-English Lexicon). – Wikipedia

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