Empty Spaces Chronicles 2.0

Opinião e Sentimentos em pequenas cápsulas, vácuo adentro.

psicopata

American Psycho

Segundo a “ciência” midiática, tomar café sem açúcar, escrever no whatsapp colocando ponto final nas mensagens, e manter amizade com ex, são coisas de psicopata. Eu pratico os três itens, com razoabilidade.

As vezes eu fico pensando, se eu fosse em um psicólogo, e desse toda a minha “ficha”, se porventura poderia ser classificado tecnicamente como um psicopata. E acho engraçada essa tendência social em jogar todas as pequenas supostas idiossincrasias das pessoas “diferentonas” nas costas dos ditos (reais) psicopatas.

Eu pessoalmente conheço muito mais gente desequilibrada que se enche de açúcar, usa hieróglifos no whatsapp, e fica stalkeando o ex, remoendo frustrações e tomando sorvete pela testa.

E pros íntimos, podem ficar tranquilos que Phil Collins não é rei aqui na vitrola, e não guardo pedacinhos de conhecidos na geladeira.

De qualquer maneira, I have to return some videotapes, e acabar com essa postagem com séria deficiência de empatia, mas fica o esclarecimento.

E claro, psicopata ou não, atualizamos o blog.

 

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a resistência (a.k.a. pequeno pseudo-libelo de auto-ajuda)

*** opening – pequeno pseudo-libelo de auto-ajuda ***

Acompanhar o “estado do mundo” com racionalidade e análise neste começo de século é lembrar do começo do século passado. Estamos num momento de transição em desagregação. Não sei se o start foi o 11 de setembro de 2001. Pra mim o “estado do mundo” começou a entornar o caldo foi ali em 2008 e 2009. Tivemos o crash da economia mundial, as forças mais retrógradas da direita começaram a ganhar fôlego, a música pop começou a ficar muito ruim (sim, temos que levar a música pop – no sentido amplo – a sério). Alguma coisa aconteceu que criou um “vórtice” de desagregação a partir desse ponto. Aqui no Brasil sentimos a força desse processo ali em 2013, 2014, quando o consenso do “lulismo” foi pro saco de vez.

Temer e amiguinhos desmanchando a “mini-social-democracia” brazuca, grotões do Reino Unido dando o primeiro passo pra implodir a União Européia, a “sombra” do Trump sobre os Estados Unidos da América, a bizarrice do “Estado Islâmico” cada vez ganhando mais força, fãs do Radiohead apanhando em plena cosmopolita Istambul (sim, temos que levar a música pop – no sentido amplo – a sério). Pois é, o mundo não está bão Sebastião.

Mas vamos lá, uma das funções do blog é lançar mensagens. Pois hoje estamos aqui pra essa: crie sua resistência. A coisa começa aí, no plano individual. Se você também acha que as melhores energias que movem a civilização estão atônitas e paralisadas, que suas aulas de histórias te levam a conclusão que estamos num lamaçal típico de pré-guerra mundial. Crie sua resistência. Foi assim que o mundo sobreviveu à primeira metade do século XX. Os indivíduos resistiram, forças políticas resistiram, países resistiram, e hoje estamos aí, em pé com todos os sentidos ativos para encarar o sol e o céu azul.

Como disse, comece no individual. Ignore a energia daquele seu tio ou primo que fica compartilhando postagens dos “Bolsominions” e all the stuff que vem no pacote, e em geral das pessoas que estão embarcando nessa “onda”. A alienação sempre moveu a história pros seus momentos mais sombrios. Não “trave” diante disso. Crie sua resistência denunciando (sem porra-louquice, mas no low profile), buscando os outros “resistentes”, e submergindo de leve nas “marolinhas” do bom senso. Foi assim que sobrevivemos lá atrás, e vamos sobreviver mais uma vez. Fazendo política no concreto, e não na histeria.

O medo é o vórtice que está aí ganhando força feito um furacão no meio das águas do Caribe neste momento. O medo criou Hitler, o medo criou Donald Trump, o medo criou o ISIS, o medo criou Darth Vader (sim, temos que levar a cultura pop – no sentido amplo – a sério). Na sua resistência tenha sempre em mente quatro fatores: tudo passa, você nunca vai estar sozinho, não paralise, e controle o seu “combo-anti-jedi” de medo e raiva. No final, vai ter yankee desembarcando na Normandia e uma bandeira soviética nos escombros de Berlim. Aguarde e confie.

*** closing – pequeno pseudo-libelo de auto-ajuda ***
p.s: essa postagem é fruto de uma conversa gostosa num sábado à noite com amigos e parentes, por incrível que pareça.
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maio de 2016, 5 itens

1) Terceiro parágrafo da minha última postagem, um mês e alguns dias atrás:

O golpe “branco” está aí, 17 de abril desnudou tudo,  a Lava-Jato começa a desbotar no noticiário, e o cronograma do “resumo” segue milimétrica e tristemente na direção que eu não torcia.

Digamos que Romero Jucá “redesnudou” o desnudado. E a “Lava-Jato” parece que ganhou uma sobrevida, pelo menos por enquanto. Na torcida para que ela consiga pelo menos inspirar um ponta pé inicial em uma reforma política pra valer.

2) Maio sempre é transição pra mim. É engraçado, e ao mesmo tempo intrigante. O interessante é que é quase sempre novidadeiro pra alguém querido, ou pelo menos dá aquela sensação de que pros outros algo “acontece”.

3) Apesar que não é 100% transição vai, algo “acontece”, é um mês com vários aniversários de pessoas queridas, e é tipo um mês de “proto-definições” de parâmetros pro resto do ano: posso definir todas as “metas espirituais” do mundo em janeiro que tudo se evapora ou se dilui em outra coisa nos três meses seguintes. Em junho-julho a gente invariavelmente fecha alguma coisa.

4) Maio é o mês das primeiras, e mais gostosas, overdoses de cafeína.

5) E por falar em overdoses, “El Niño” está deixando esse outono muito “invernado”, o que é um porre. E essa sensação de stand by ad eternum angustia qualquer alma mais novidadeira. Na política. No espírito. Pelo menos no espírito eu já estou me posicionando com as melhores armas de Jorge. Precisamos largar a calmaria e se jogar na próxima onda.

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