Empty Spaces Chronicles 2.0

Opinião e Sentimentos em pequenas cápsulas, vácuo adentro.

o medo, o martelo, e o “canarinho”

Já não temos mais presidente constituído pelo voto popular, o vice-presidente “chapa-branca” implementa um programa radicalmente oposto ao que foi votado nas urnas, e pelo jeito deve piorar. O camburão já está cantando pneu. O “martelo” vai voltar a bater na fuça sem qualquer cerimônia, perdeu a timidez em tempo recorde, que o diga a senhora Consolação. Um filme velho que foi reeditado da maneira mais tosca possível. Vai ser engraçado e ao mesmo tempo triste, claro, ver a “desconstrução” do classe-média-camiseta-seleção-“canarinho” ao longo dos próximos anos, e décadas, why not.

O medo, esse filho da puta, conseguiu montar no lombo da História de novo. Por que no fundo é isso, na psicologia mais íntima. O seleção-“canarinho”-classe-média, aquele, é um sujeito com o medo totalmente sedimentado ali no seu Kernel. Medo do “vermelho”. Medo da “rede comunista”. Medo do “bolivarianismo” (essa “força” tão presente em terras brazucas como neve em Ubatuba). Medo do “grande partido corruptor e que quer se eternizar no poder”. Medo da “vagaba que sai com cartaz na rua e dá pra todo mundo”. Medo da “morte do hetero”. Medo dessa “bagunça toda aí”. Medo daquele que está mais próximo da sua essência humana do que ele mesmo.

Da leitura dos livros e aulas de história eu sempre deduzia isso, era palpável. Mas confesso que é meio que um choque revelador presenciar “in loco” e no seu tempo essa coisa toda dos conflitos essenciais do íntimo interferindo de forma tão direta e visceral na “pólis”, quando temos uma “narrativa” bem aplicada ao processo todo.

É triste. Mas agora é vestir as ditas “roupas e armas de Jorge”, suportar o “canarinho em desconstrução”, observar e seguir as forças do “anti-medo” essenciais. E ter sempre em mente que o dito cujo, o Sr. Medo, é um péssimo montador de cavalos.

OBS: essa postagem está devidamente editada com a tag interna e a hashtag #Temergolpista.

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psicopata

American Psycho

Segundo a “ciência” midiática, tomar café sem açúcar, escrever no whatsapp colocando ponto final nas mensagens, e manter amizade com ex, são coisas de psicopata. Eu pratico os três itens, com razoabilidade.

As vezes eu fico pensando, se eu fosse em um psicólogo, e desse toda a minha “ficha”, se porventura poderia ser classificado tecnicamente como um psicopata. E acho engraçada essa tendência social em jogar todas as pequenas supostas idiossincrasias das pessoas “diferentonas” nas costas dos ditos (reais) psicopatas.

Eu pessoalmente conheço muito mais gente desequilibrada que se enche de açúcar, usa hieróglifos no whatsapp, e fica stalkeando o ex, remoendo frustrações e tomando sorvete pela testa.

E pros íntimos, podem ficar tranquilos que Phil Collins não é rei aqui na vitrola, e não guardo pedacinhos de conhecidos na geladeira.

De qualquer maneira, I have to return some videotapes, e acabar com essa postagem com séria deficiência de empatia, mas fica o esclarecimento.

E claro, psicopata ou não, atualizamos o blog.

 

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a resistência (a.k.a. pequeno pseudo-libelo de auto-ajuda)

*** opening – pequeno pseudo-libelo de auto-ajuda ***

Acompanhar o “estado do mundo” com racionalidade e análise neste começo de século é lembrar do começo do século passado. Estamos num momento de transição em desagregação. Não sei se o start foi o 11 de setembro de 2001. Pra mim o “estado do mundo” começou a entornar o caldo foi ali em 2008 e 2009. Tivemos o crash da economia mundial, as forças mais retrógradas da direita começaram a ganhar fôlego, a música pop começou a ficar muito ruim (sim, temos que levar a música pop – no sentido amplo – a sério). Alguma coisa aconteceu que criou um “vórtice” de desagregação a partir desse ponto. Aqui no Brasil sentimos a força desse processo ali em 2013, 2014, quando o consenso do “lulismo” foi pro saco de vez.

Temer e amiguinhos desmanchando a “mini-social-democracia” brazuca, grotões do Reino Unido dando o primeiro passo pra implodir a União Européia, a “sombra” do Trump sobre os Estados Unidos da América, a bizarrice do “Estado Islâmico” cada vez ganhando mais força, fãs do Radiohead apanhando em plena cosmopolita Istambul (sim, temos que levar a música pop – no sentido amplo – a sério). Pois é, o mundo não está bão Sebastião.

Mas vamos lá, uma das funções do blog é lançar mensagens. Pois hoje estamos aqui pra essa: crie sua resistência. A coisa começa aí, no plano individual. Se você também acha que as melhores energias que movem a civilização estão atônitas e paralisadas, que suas aulas de histórias te levam a conclusão que estamos num lamaçal típico de pré-guerra mundial. Crie sua resistência. Foi assim que o mundo sobreviveu à primeira metade do século XX. Os indivíduos resistiram, forças políticas resistiram, países resistiram, e hoje estamos aí, em pé com todos os sentidos ativos para encarar o sol e o céu azul.

Como disse, comece no individual. Ignore a energia daquele seu tio ou primo que fica compartilhando postagens dos “Bolsominions” e all the stuff que vem no pacote, e em geral das pessoas que estão embarcando nessa “onda”. A alienação sempre moveu a história pros seus momentos mais sombrios. Não “trave” diante disso. Crie sua resistência denunciando (sem porra-louquice, mas no low profile), buscando os outros “resistentes”, e submergindo de leve nas “marolinhas” do bom senso. Foi assim que sobrevivemos lá atrás, e vamos sobreviver mais uma vez. Fazendo política no concreto, e não na histeria.

O medo é o vórtice que está aí ganhando força feito um furacão no meio das águas do Caribe neste momento. O medo criou Hitler, o medo criou Donald Trump, o medo criou o ISIS, o medo criou Darth Vader (sim, temos que levar a cultura pop – no sentido amplo – a sério). Na sua resistência tenha sempre em mente quatro fatores: tudo passa, você nunca vai estar sozinho, não paralise, e controle o seu “combo-anti-jedi” de medo e raiva. No final, vai ter yankee desembarcando na Normandia e uma bandeira soviética nos escombros de Berlim. Aguarde e confie.

*** closing – pequeno pseudo-libelo de auto-ajuda ***
p.s: essa postagem é fruto de uma conversa gostosa num sábado à noite com amigos e parentes, por incrível que pareça.
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