Empty Spaces Chronicles 2.0

Opinião e Sentimentos em pequenas cápsulas, vácuo adentro.

Top Blog 2015: júri técnico

Não alcançamos grande votação, não somos pop, mas entramos no júri técnico de um “termômetro” de peso da “blogosfera”. O que confirma a nossa vocação indie aqui no mundinho dos “cyber-escribas”. Meu agradecimento aos envolvidos pelo reconhecimento.

top blog juri tecnico:)

 

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mochila nas costas: Floripa

500 km/ El Niño

Demorei, mas consegui dar uma parada pra sentar e escrever um pouco sobre minha estada na “Ilha da Magia”. Provavelmente a viagem mais “turisticamente produtiva” que já fiz. Cinco dias que renderam quase 500 KM rodados no odômetro da caranga alugada. Inclusive é a questão mais sensível por lá: sem carro é complicado explorar a cidade e seus distritos “praieiros”, #ficadica.

Fiquei me culpando um tempo por ter escolhido um novembro acompanhado de “El Ñino” para passear por lá. Pensei: vou mofar no hotel com a chuvas. Mas deu certo. Não peguei aguaceiros violentos, mas também não peguei sol a pino. O que foram o clima e temperatura ideais pra rodar de carro por lá sem cozinhar nem ficar se preocupando em se encher de protetor solar.

Floripa 01

(Parque Manguezal do Itacorubi, encravado no coração da cidade, sustentabilidade e qualidade de vida são mais do que pontos altos da cidade)

Panorama Urbano

Se fosse pra resumir bem toscamente o panorama urbano da cidade eu diria que Florianópolis é um mix de Campos do Jordão com Rio de Janeiro. Foi interessante observar em alguns “pé de morros” bairros mais pobres onde dominam casinhas de madeira, muitas em estilo europeu. Assim como observar como os florianopolitanos “vivem” a cidade com a mesma intensidade que os cariocas. Floripa não é uma cidade propriamente cosmopolita, mas pelo que pude sentir do povo lá, em boa parte, é bem cabeça aberta, “antenada”, e valoriza a cidade. Deu pra averiguar também um lado mais conservador, aquela vibe germâmica mais tradicionalista que deixa a cidade com um “tempero humano” interessante. Resumindo: o Großvater Schneider que tem um apê na Beira Norte convive bem com o surfista “Leleco” da Joaquina.

Floripa 02

(Ponte Hercílio Luz, como de costume, tudo parece menor – em escala – do que no cartão postal)

Dia 01

Foi basicamente de viagem e reconhecimento do hotel. Aliás, recomendando, Costa Norte Ingleses. Bom hotel, confortável, “pé na areia” da Praia dos Ingleses, com piscina interna aquecida (o que foi providencial em alguns momentos). O único contratempo foi esquecer a mala na loja de aluguel de carros no aeroporto, e ter que voltar 46 Km pra buscar a dita cuja. Lembrando que em Floripa os bairros, distritos, praias, aeroporto, tudo fica bem distante do centro. O que aliás dá um charme bem diferenciado pro desenho da cidade. Tudo superável pros mais preguiçosos, e desatentos.

Floripa 03

(Museu Histórico de Santa Catarina, classudo, e extremamente bem preservado)

Dia 02

O dia mais produtivo em termos de quilometragem. Dei um giro pelo centro velho pra conhecer o “coração” de Floripa. Visitei o Museu Histórico de Santa Catarina, que conta com um acervo bem preservado da história da cidade e do Estado, com destaque especial pro “fodão” local, o jornalista e poeta Cruz e Sousa. Passei pelo Mirante da Ponte Hercílio Luz e segui subindo e descendo a Serra Córrego Grande em direção à Lagoa da Conceição, o point “descolado” de Floripa. Parei o carro e dei uma boa caminhada pela orla da Lagoa. Bons restaurantes, artesanato, hostels, surfistas. Digamos que o clima dominante é hippie-hipster. Segui de carro pelo Retiro e as dunas da Lagoa, até chegar na Ponta do Retiro e na Praia da Joaquina. Provavelmente a vista mais bela da cidade. Fiquei uns 30 minutos lá parado só contemplado, tendo insights, pensando na vida, belezura.

Floripa 04

(Mirante da Lagoa da Conceição, panorâmica violenta do quadrante sudeste da ilha, e um ótimo lugar pra perder o chapéu/boné)

Voltei pro carro e segui a toda por uma das estradas mais belas pelas quais já dirigi, rumo norte. Passei pela aconchegante Barra da Lagoa (na lista dos meus locais favoritos da cidade), na sequencia acompanhando a Praia da Moçambique, e uma entrada rápida no distrito de Rio Vermelho, algo mais working class, até chegar novamente na Praia dos Ingleses, minha estada.

Floripa 05

(dunas, Joaquina, mais praião sem fim até Campeche, local para insights existencialistas)

Dia 03

No terceiro dia fui conhecer as praias do norte da ilha, pedaço onde domina um clima mais classe-média-coxismo: Canasvieiras e Jurerê. Canasvieiras é a praia mais “normal”, digamos assim, de Floripa, mesmo assim bonita. Apesar da fama, quase não esbarrei com argentinos na região. Aliás, só encontrei uns portenhos perdidos no hotel onde fiquei hospedado, de resto, chá de sumiço. Jurerê já é mais hype, e uma praia mais estilosa e ótima pra banho, águas calmas. Gostei em especial do caminho que fiz pela encosta entre Canasvieiras e Jurerê, em vez de ir pelo fluxo normal da estrada interna da ilha. Bela paisagem.

Floripa 06

(Jurerê, no lado “pobre”)

Aproveitei e dei um pulo até a famigerada Jurerê Internacional. E o “bairrinho” faz jus à fama. Senti como se estivesse dando um rolê pelas “quebradas” de Bevery Hills, uma mansão maior e mais luxuosa que a outra, a cada esquina. Fiquei só especulando sobre a concentração do PIB nacional que deve residir naquele local, ou melhor, passar férias.

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(“casinha” de Jurerê Internacional)

Na sequencia segui rumo a sudoeste e fui conhecer um dos lugares que eu mais gostei da ilha, o distrito de Santo Antônio de Lisboa. Pacato, histórico, artesanal, levemente “zen”, com um belíssimo “visu” da zona central de Floripa no horizonte, e onde fiz minha melhor refeição na estadia (filé de peixe espada à dorê fresquinho no molho de camarão, vale a propaganda, simples mas eficiente). Segui pela estrada dos Açores e fui até o bairro/praia de Cacupé. Novamente com uma bela vista pra região central da cidade e pro continente. Fiquei imaginando como deve ser bonito acompanhar o reveillon por ali, com a Ponte Hercílio Luz lá no horizonte.

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(Santo Antônio de Lisboa, sossego hardcore)

Dia 04

Dia pra ficar no hotel. De manhã uma caminhada contemplativa pela bela Praia dos Ingleses tomada por um fog estilo bem londrino. Porém, no começo da tarde o sol deu as caras e consegui sentar na beira da praia pra uma cerveja. No final da tarde resolvi voltar pra Jurerê e tomar um café em um lugar bacana que achei por lá. Fui atrás do Forte de São José da Ponta Grossa antes de voltar pra sampa. Tinha anotado na minha listinha de locais pra visitar mas não achava o dito cujo. Depois de um pouco de sofrimento, google maps me ajudou nos 45 do segundo tempo. Uma visita rápida depois de fechado, nas cercanias, mas valeu.

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(Praia dos Ingleses, dizem que o nome vem do naufrágio de uma nau britânica, mas dá pra notar que existem outras razões)

Dia 05

Como era de se esperar, o dia que o sol realmente deu as caras pra valer era o dia de ir embora. Consegui dar um “visu” final na praia, botei a bagagem no carro, e segui pro centrão, almoçar, dar um rolê rápido na orla, e ir pro aeroporto.

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(pitstop no hotel: “visu” a partir do cockpit cervejeiro)

As moças de Floripa

E um dos boatos mais clássicos se confirmou, a beleza das moças desse canto do país. E não falo só da beleza clássica européia, esbarrei no caixa de um supermercado da cidade com uma menina que parecia a Naomi Campbell. Nas ruas, no shopping, e na praia, o padrão de beleza realmente é diferenciado, acima da média. Merece um apurado estudo sociológico, ou como diziam os antigos, descobrir que água que essas moças bebem.

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(mocinhas de Floripa, no contrapé)

O catarinense

Minha “verve” e origens ali do sul-paulista-quase-paraná fizeram me identificar com o jeitão do catarinense, que é uma espécie de gaúcho mais reservado e discreto. O sotaque sulista está presente mas não tanto como no “gaúches”. Porém, o “leitE quentE” é um clássico que se estende até lá.

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(Fortaleza de São José da Ponta Grossa)

Motivo para voltar

Mesmo com toda essa “produtividade”, cincos dias não foram suficientes para explorar toda a ilha, faltou o extremo sul. O que claro ficou como um belo motivo pra voltar. Das minhas viagens, Floripa e Buenos Aires são lugares charmosos onde o retorno é uma necessidade.

Valeu Floripa, stay tune, see you soon.

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(últimos cliques antes da volta, Avenida Beira Mar Norte, continente à esquerda, “pedaços” da ilha à direita)

 

OBS: mais fotos no flick.

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2015, desaba

É fato, estou disputando com Dilmão quem produz o maior deficit, ela com o “tesouro”, eu com as minhas postagens.

É fato, 2015 foi raquítico no blog, fazer o login no CMS dessa bagaça tem sido complicado. Não ajuda a constatação de que a “blogosfera” rasteja, alguns pouco e bravos continuam com blogs pessoais. But I can´t stop. I won’t. Period.

É fato, esse ano foi “Murphyado”, pra tudo e todos. Wordwide, mas principalmente aqui em terra de brasilis. Porém, eu curti o primeiro semestre, foi interessante pra mim.

É fato, hoje é o dia clichê do “balanço”. Fechar as arestas contábeis existenciais, revisar as metas, mudar os “paradigmas de produtividade existencial”. Não, não vou criar “textão” sobre isso, fiquem tranquilos. Paro aqui.

É fato, life is very short (the blog post too), and there’s no time for fussing and fighting, my friend. Então vamos beber, a cafeína e o etílico para o desabamento de 2015. As simple as possible.

Desabe, e vamos construir 2016. É nóis.

Fortaleza S J Ponta Grossa Florianopolis(uma foto para 2015, desfiladeiro na Fortaleza de São José da Ponta Grossa – novembro, Floripa, SC, Brasil)
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