Empty Spaces Chronicles 2.0

Opinião e Sentimentos por Alexandre Mello

telão com pipoca: rapidinhas (9)

Ninfomaníaca 2

Nifomaníaca vol. 2 (Nymphomaniac: Vol. II, 2013): O fechamento da odisseia da mocinha Joe foi menos interessante do que eu imaginava. De qualquer maneira, é um bom filme, porém não tão bom quanto a primeira parte. E aquela “nebulosidade” que a primeira parte do filme deixa no ar fecha de uma forma cortante, centrando na questão da hipocrisia. Com o personagem Seligman Lars Von Trier consegue sem arestas definir-se como um grande provocador, não que isso fosse necessário.

cotação empty spaces: 8,85

Amante a Domicilio

Amante a Domicílio (Fading Gigolo, 2013): John Turturro conseguiu fazer um filme divertido no estilo dos do Woody Allen, com Woody Allen no elenco, mas sem aqueles eventuais excessos da “marca” Woody Allen, ou seja, é o melhor dos mundos pra quem curte bom cinema. Vou parar por aqui, pense nisso e não perca tempo em conferir.

cotação empty spaces: 9,8

O Conselheiro do Crime

O Conselheiro do Crime (The Counselor, 2013): Longe de ser um filmaço, mas um bom exemplo de que não é preciso um super roteiro pra fazer um filme interessante e que prenda a atenção. Eu resumiria assim. Não sei se o filme vale o elenco estelar, mas eu o classificaria como uma boa mediana película, se é que isso existe. Um trabalho meio-termo do diretor Ridley Scott. Ele já fez, claro, muita coisa melhor, e algumas piores. O que não é pouca coisa. O pessoal do IMBD está pegando pesado ou sendo muito preguiçoso até o momento, uma média de 5,4 é pouco pra esse filme. Mas é polêmico, dependendo do paladar você pode finalizar o filme pensando algo como esse cara: “It is one of the most confusing, disjointed films I have ever watched”.

 cotação empty spaces: 7,0

O Homem Duplicado

O Homem Duplicado (Enemy, 2013): Tenho problemas com livros do Saramago, uma vez tentei começar a ler um, quando era adolescente, acho que foi Ensaio Sobre a Cegueira, mas aquele estilo peculiar de escrita não combinou com o auge dos meus hormônios. Talvez devesse tentar denovo, agora com O Homem Duplicado. Pelo menos a adaptação hispano-canadense feita pro cinema ficou belezura. O que aliás me fez querem conferir também a adaptação do Ensaio Sobre a Cegueira. O diretor Denis Villeneuve conseguiu criar um suspense hipertenso bem classudo, com atores famosos e competentes (temos Jake Gylenhaal e a musa Mélanie Laurent) “brincando” com a temática da identidade, com pitadas de cobiça e luxúria. Mais uma vez o pessoal do IMBD com uma escrota cotação 6,8 pro filme (neste momento), mas pra mim vale um 9 fácil.

cotação empty spaces: 9,65

Tese Sobre Um Homicídio

Tese Sobre Um Homicídio (Tesis sobre un homicidio, 2013): Um suspense jurídico argentino interessante, em alguns momentos o timing do filme me lembrou vagamente Bladerunnerpero no es, of course. O roteiro é envolvente, mas às vezes dá uma decaída. O que é fácil constatar é que, mesmo com uma arrancada em qualidade recente do nosso, o cinema portenho ainda está anos luz à frente do brazuca.

cotação empty spaces: 7,6

Monty Python O Sentido da Vida

Monty Phyton, O Sentido da Vida (Monty Phyton – The Meaning of Life, 1983): Uma boa definição pra esse filme é dizer que ele é uma espécie de “álbum branco” da trupe de comediantes ingleses. Os sujeitos já não estavam mais no auge da carreira, mesmo assim produziram um baita trabalho, com excessos e exageros, porém mantendo aquela essência do melhor do humor inglês. E a idéia de montar um roteiro levando em conta o formato de esquete da série original na minha opinião ficou classudo. Sem falar no transbordamento do politicamente incorreto em alguns esquetes. Não dá pra recomendar pra todo mundo, é pra quem curte o dito humor inglês level hardcore, ou pra quem não sabe o que é o humor inglês level hardcore, mas cultiva o espírito do dito cujo sem saber. Então, dá pra arriscar.

cotação empty spaces: 8,5

Taxi Driver

Taxi Driver (Taxi Driver, 1976): Se Robert De Niro tivesse interpretado apenas a personagem do piradaço Travis Bickle e parado de atuar logo depois, já teria garantido o seu nome entre os maiores atores do cinema mundial. Não sei quem ganhou o Oscar em 1976, mas deve ter sido uma grande sacanagem. Pra mim, de longe, é a melhor atuação dele que eu pude assistir, e talvez uma das mais interessantes do cinema yankee. E finalmente consegui terminar de ver esse filme por inteiro, depois de ter visto umas duzentas vezes em “picadinho”. E claro, nessa película temos a nossa querida Jodie Foster mostrando com quantos paus se faz uma boa atriz com seus parcos 14 anos de idade. Filme mais do que obrigatório, pra quem curte um cinema que vá além dos blockbusters, clássico do senhor Martin Scorsese.

cotação empty spaces: 9,9

Magia ao Luar

Magia ao Luar (Magic in the Moonlight, 2014): Lembrei muito de Seinfeld durante esse filme. A começar pelos trejeitos e a voz do Colin Firth interpretando o cético e sarcástico Stanley, não tinha como não identificá-lo com o clássico chefe da Elaine no seriado, J. Peterman.  O “Humor judeu” bem irônico, a bela fotografia. Os críticos provavelmente não vão considerá-lo um dos melhores filmes da filmografia do Woody Allen, mas eu gostei bastante, é bem divertido. Eu diria que é um filme na mesma toada de Meia Noite em Paris, tem a mesma leveza, mas tratando de um tema mais universal, o embate entre a razão e o metafísico. Apesar do famoso, e digamos, quase militante ateísmo do diretor, não vi nele uma crítica direta ao espiritismo. E se vocês repararem há uma frase da tia Vanessa, já pelo final do filme, numa conversa com o amargo e ao mesmo tempo espirituoso Stanley, que define o dito cujo. Very, very recomendado.

cotação empty spaces: 9,7

OBS: “Telão com Pipoca” não é crítica de cinema especializada, as opiniões e cotações aqui expostas são mera e espontaneamente leigas e impulsivas.

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segundona

Digamos que 85%, 90% da humanidade odeia a segunda-feira. O consagrado pior dia da semana. Eu faço parte dos outros 10, 15%. As manhãs de segunda costumam ser um pouco preguiçosas e carregam uma certa energia escrota, mas o decorrer do dia destrói essa preguiça, e a segundona, quando chega ali pelas 17, 18h, fica bem gostosinha. Por consequência, as noites de segunda costumam ser bem agradáveis.

Eu acho as terças e quartas-feiras os piores dias da semana. Talvez porque seja o “pico” do “ciclo da chibata”, digamos assim. São os dias em que o estresse e a carga de trabalho, em empregos mais tradicionais, tendem a se concentrar. Aí temos a quinta-feira, que tende a ser mais legal do que chata, e, por fim, aterrizamos no maravilhoso terço final da sexta-feira, que abre o período da semana mais amado pela humanidade, que se esgota ali no início de noite de domingo.

Pensei em escrever esse texto pra senhorita segunda-feira com uma simples idéia e sentimento de desagravo na cabeça. Ela definitivamente não merece essa fama. É uma boa moça, durona no começo da conversa, mas que vai ficando simpática com o passar do tempo. E no final, claro, manda a gente à merda carregando um belo sorriso no rosto.

É isso aí garota, nós gostamos de você, ou melhor, eu gosto de você.

E vamos parando por aqui porque daqui a pouquinho já é terça.

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empty spaces mixtape #6: Going With The Flow In Constantinople

Seria a trilha sonora para um “mochilão” em terras otomanas? Não sei. Porém, para rechear um início de noite daqueles pensativos, mas ao mesmo tempo proativos, é uma delícia. A bichinha surgiu do acaso total, num daqueles inícios de noite de sábado altivos, sem premeditação, com um petardo vindo atrás do outro visando a pura satisfação auditiva daquele momento, em que no final parei, olhei para o player, e pensei: “isso aqui precisa ir pro blog”.

Então taí. Manda um play meu(inha) filho(a), esquece a aba aberta no canto do browser, e bota o fone no ouvido, vai que você gosta.

going with the flow constantinople (5)

Setlist

  1. Handshake Drugs (Wilco)
  2. War on War (Wilco)
  3. Stop Breaking Down (The White Stripes)
  4. Heart In A Cage (The Strokes)
  5. Lifeboats (Snow Patrol)
  6. Go With The Flow (Queens of the Stone Age)
  7. All on a Misty Morning (Paul Weller)
  8. Outsiders (Franz Ferdinand)
  9. Constantinople (Echo & The Bunnymen)
  10. I Want the Heartbeat (Johnny Marr)
  11. Women’s Realm (Belle & Sebastian)
  12. Reflektor (Arcade Fire)
  13. Say Goodbye (Beck)
  14. Clouds (Kasabian)
  15. Eez-Eh (Kasabian)
  16. The National Anthem (Radiohead)
  17. A Simple Game of Genius (Noel Gallagher’s High Flying Birds)

Going With The Flow in Constantinople by Alexandre on Grooveshark

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