Empty Spaces Chronicles 2.0

Opinião e Sentimentos por Alexandre Mello

empty spaces mixtape #4: Hung In A Bad Place With The Velociraptor

Existem dias em que a cafeína não dá conta, como hoje. A solução que eu tenho é colocar essa mixtape no play. É batata, o recarregamento da “bateria” é imediato, mantendo os neurônios a pleno vapor até a hora que o travesseiro chama. Também recomendo pras manhãs de sábado em que a gente bate no peito e enche os alvéolos com aquela deliciosa energia do começo de final de semana.

Hang in a Bad Place with the Velociraptor

obs: ‘Hung in A Bad Place’ não é da banda ‘nano’, mas do Oasis, desculpem a nossa falha, ou melhor, a falha do cadastro do Grooveshark.

Posted in música, opinião | Tagged | Comentários

na cabeceira: Monroe, Kubrick e Young

Biografias Marilyn Monroe Stanley Kubrick Neil YoungPor falta de um tenho três livros na cabeceira. Achei que não ia dar conta, mas todos estão lentamente sendo destrinchados quase que ao mesmo tempo. Por coincidência, todos são biografias, ou melhor, duas biografias e uma autobiografia.

Pra quem tem sérios problemas em terminar um romance (dá pra contar nos dedos a quantidade de livros de ficção em que eu fui até a última página), as biografias eram um passo natural. E pra quem gosta de uma literatura com os alicerces fincados no jornalismo, ou melhor jornalismo literário, um passo necessário. Sem falar no livreto A Batalha pela Alma dos Beatles que eu estou com pr$guiça de comprar mas estou devorando avidamente toda vez que entro em uma livraria. Já devo estar beirando uns 30% do livro (de 500 páginas) só nessa brincadeira de sentar na poltrona e dar uma folheada rápida.

A idéia inicial era ler um por vez e escrever breves impressões aqui no blog, porém, a curiosidade em fuçar as aquisições foi mais forte. Assim sendo, aos poucos (assim como a leitura) vou postando e dando pitacos nos trechos que achar mais interessantes. Mas já de cara recomendo, pra quem admira as personas em foco, a leitura dos três calhamaços. Vale o investimento.

“Marilyn” (edição 2013) – autor: Norman Mailer – editora: Record – páginas: 352.

“Conversas com Kubrick” (edição 2013) – autor: Michel Ciment – editora: Cosac Naify – páginas: 382.

“Neil Young, a Autobiografia” (edição 2012) – autor: Neil Young – editora: Globo – páginas: 408.

Posted in livros, opinião | Tagged , , , | Comentários

telão com pipoca: rapidinhas (7)

Um Metodo PerigosoUm Método Perigoso (A Dangerous Method, 2011): Existem coisas que Freud não explica, ou pelo menos deixam ele confuso. Um bom filme sobre as entranhas da construção e desenvolvimento da “ciência da alma” no início do século XX. Primeiro a colaboração e depois a disputa que levaram ao surgimento dos dois grandes troncos de pensamento da psicologia. É aquela história, desde que humano, ninguém escapa da fragilidade da carne, mesmo que você seja Carl Jung. Além de ser um bom filme, temos keira knightley (em grande atuação).

 cotação empty spaces: 8,7

Um Homem MisteriosoUm Homem Misterioso (The American, 2010): Meu suposto primeiro contato com esse filme foi fazendo esteira na academia, assisti o terço final, depois peguei passando em um canal em casa mesmo, assisti o terço inicial. Depois aluguei o DVD e conferi por inteiro, mas sempre fiquei com aquela sensação de que já tinha conferido o dito cujo anteriormente. De qualquer maneira, é um ótimo e discreto thriller com George Clooney. Discreto porque não vi nem sinal da película no cinema na época de lançamento, pelo menos não me lembro. E nem de longe é um filme que poderíamos classificar como “feito para TV”.

cotação empty spaces: 8,65

Terapia de RiscoTerapia de Risco (Side Effects, 2013): Mais um na linha “Freud deveria explicar”, porém aqui temos a indústria farmacêutica metida no meio, aí já viu. O roteiro prende bem a atenção mas em alguns momentos fica confuso, em um sentido não interessante, poderíamos dizer. Porém, esse lance de se enrolar no enredo parece ser uma “marca” do diretor Steve Soderbergh, ou eu que sou muito devagar pra pegar a beleza da coisa. Pelo menos eu achei melhor que outro trabalho do diretor que conferi recentemente, o “bournesticado” A Toda Prova.

cotação empty spaces: 8,0

O Hobbit A Desolacao de SmaugO hobbit, A Desolação de Smaug (The Hobbit: The Desolation of Smaug, 2013): A desolação de Smaug e a desolação do espectador. Peter Jackson parece que exagerou demais na megalomania nerd. Filme arrastado (o primeiro já era gigante, mas era redondo), cheio de “encheção de linguiça”, isso porque eu nem li o livro e já deu pra sacar que tem firula demais. Espero que o terceiro filme traga de volta um pouco do (precário) dinamismo do primeiro, mesmo que eu tenha que ficar 3 horas na sala de cinema.

cotação empty spaces: 5,8

Sangue no GeloSangue no Gelo (The Frozen Ground, 2013): No imdb o filme está traduzido como “O assassino do Alaska”, mesmo com duas versões de título seria bem melhor se tivessem mantido o literal. Aluguei a bagaça na TV a cabo, na vibe olha-lá-mais-um-filme-do-Nicolas-Cage-que-deve-ser-uma-merda-mas-vou-arriscar. E pra minha surpresa o filme não é uma merda, é envolvente, embora não seja algo que poderíamos classificar como grande filme. Destaque pra atuação da mocinha Vanessa Hudgens e também pra boa atuação do John Cusack. Só o Nicolas Cage que continua no habitual mode canastra que ele só consegue desligar quando está fazendo comédia, mas pelo menos ele escapou da habitual escolha de roteiros horríveis tais como “O Vidente“. Baseado em fatos reais.

cotação empty spaces: 6,9

A Vida Secreta de Walter MittyA Vida Secreta de Walter Mitty (The Secret Life of Walter Mitty, 2013): Ben Stiller manda bem como diretor. Esse filme me lembrou Peixe Grande, embora não seja uma película que possa lembrar algo do estilo do Tim Burton fazer cinema. Talvez o clima da narrativa, sei lá. Uma coisa é fato, você fica um bom tempo depois que sai do cinema cantarolando Space Oddity do Bowie. Aliás, a trilha sonora é ótima. No mais, só achei que o pessoal exagerou um pouco no buzz sobre o filme. É um grande filme, mas o “porra, você viu que filmaço” força um pouco a barra.

cotação empty spaces: 8,4

OblivionOblivion (2013): Eu gostei desse filme, apesar de não ter absolutamente nada de novo. Basicamente é um mistura levemente pasteurizada de Matrix com Tron com 2001. Embora não seja algo diferenciado eu gostei do roteiro, e o que mais me chamou atenção foi a forma gostosa como a fotografia do filme se desenvolve. Pra quem curte ficção científica é uma boa. E por falar em fotografia, uma salva de palmas pra moça Andrea Riseborough.

cotação empty spaces: 7,8

Posted in cinema, opinião | Tagged , , , , , , , , , , | Comentários