Empty Spaces Chronicles 2.0

Opinião e Sentimentos em pequenas cápsulas, vácuo adentro.

divas veraneias

nuvens veraneias(essa é uma “peso pesado” do mês passado, cada vez menos unidas e constantes)

Uma saudade que eu tenho. Os grandes “exércitos” de nuvens veraneias no sudeste brazuca nesta época do ano. Carregadas, pesadas, densas, tensas, encharcantes. Saudade daquele pelotão que chegava ali no começo de dezembro e só ia embora em meados de abril.

Atualmente elas estão esqueléticas, top models atmosféricas. A sustança, as “celulites aeropluviais” desapareceram. Volta e meia se localiza um complexo de nuvens a la Marilyn Monroe no verão tupiniquim atual. Divas das alturas, elas não dão as caras como antes. Umas e outras aparecem para “causar” em finais de tarde aleatórios, e só.

Segundo especialistas, em peso, elas só voltam em 2017. Na torcida para que as ditas se animem com as batucadas carnavalescas e marquem presença em fevereiro.

Meninas, voltem. Precisamos de vocês. Não é questão de beleza, nem de “termoamabilidades”. É sobrevivência mesmo. Um beijo.

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sem balanço, sem resoluções, e taca-lhe pau

Não sei se pode ser classificado como uma melhora, uma maturidade de espírito, ou um simples e gradativo “desligamento” das convenções e rituais, não sei, sinceramente, mas cada vez, a cada ano que passa, consigo ficar o mais out possível das forças sociais que transformam o período de final de ano em uma grande e sombria encruzilhada. Aquela vibe do “balanço”, das determinações das novas resoluções pro ano que se abre, dos mea culpa que invadem as redes sociais. As pessoas ficam extremamente ansiosas, e muitas vezes perdem o controle.

Claro que não dá pra ser indiferente. O ser humano vive de simbologia, tradições, o calendário existe e serve pra isso: datas, convenções, celebrações, festividades. Porém, existe aquela velha e maravilhosa dupla de palavrinhas, o bom senso. Palavrinhas que sempre sofrem para serem reconhecidas e vivenciadas.

Eu lá tomando a minha cerveja, meu champagne, relaxando, e as pessoas no smartphone se torturando sobre o que não foi, o que devia ter sido, a quantidade de anos que passou, as “metas existenciais” pra cumprir. Mesmo que não falem ou escrevam, elas vibram e expressam essa ansiedade por vias oblíquas.

Todos nós temos algum nível de ansiedade, de insegurança, de medo, mas vamos lá pessoas, diluam isso ao longo do ano, e deixem o momento do réveillon mais leve, deixem que o sentido original da palavra francesa, réveiller, o “acordar” ou “reanimar”, se sobreponha, sutilmente, como deve ser. É muito mais gostoso.

Aliás, essa postagem era pra ontem, literalmente, já estamos em 2015, e taca-lhe pau.

P.S.: e se for pra ter um “balanço” com resoluções, confiram o texto da minha colega blogueira Jana, very nice.

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sommelier de cafeína: Native café orgânico

Native Cafe Instantaneo

Este blog não recebe subvenções para propaganda, mas não é por isso que vai deixar de divulgar coisa boa, é da nossa política. E cá estamos abrindo mais uma tag tosca, o sommelier de cafeína. O objetivo é resenhar (ou editar coisa parecida) sobre cafeína e seus derivados, esse químico maravilhoso que é simplesmente o motor da humanidade, e o meu.

Hoje falaremos sobre o café instantâneo clicado acima, da marca Native. É uma marca de produtos orgânicos muito boa, que eu consumo com razoável frequência aliás (o açúcar básico no meu cafofo é deles já faz um bom tempo, o achocolatado também foi aprovado recentemente – dica do meu velho).

Gosto de experimentar (e adotar, se possível) produtos orgânicos nesses filamentos mais críticos, digamos assim, da alimentação, com consumo mais que diário e concentrado. Depois do açúcar e do achocolatado, foi a vez do café.

Sou um adepto da praticidade do café instantâneo. Pela própria natureza, é um café “pé de boi”, onde não dá pra ficar notando nuances de sabor. Logo, quando via na prateleira do mercado essa versão orgânica, ignorava. Afinal, que diferença faz (deixando de lado aqui a questão da etiqueta orgânico e pensando exclusivamente no sabor)?

Porém, foi uma surpresa bem legal quando resolvi arriscar (e pagar violentas 12 “dilmas” nesse frasquinho), e fez toda a diferença. Com um sabor bem mais suave e equilibrado do que a média dos instantâneos de marcas tradicionais. Até as eventuais dores de cabeça que eu sinto quando consumo certos cafés não apareceu (ainda) neste caso (lendo sobre o assunto, começo a suspeitar da causa*). Sem sinal também de um constante e bem definido (mas não explicável) amargor escroto que surge no durante e na pós-degustação de outros cafés.

Apesar da tag-zoeira, eu não sou nenhum técnico em degustação de café, só um grande consumidor e admirador mesmo, então essas nuances e elementos podem ter algo a ver com o tipo de café (basicamente, arábica ou robusta). No rótulo diz “100% arábica, segundo um moderno processo de liofilização**”. No rótulo do outro “pé de boi” que eu consumia nem fala o tipo de café, muito menos o processo.

Então #ficadica pros leitores deste blog admiradores do grão: pelo menos na versão instantânea, “liofila” a bagaça que o sabor melhora horrores (pelo que eu entendi nem todo café instantâneo é liofilizado). E vão atrás deste produto que vale a pena. A concentração e qualidade do mesmo compensa e dilui o preço salgado ao longo do mês, nas pequenas doses diárias. E faz o seu dia começar muito mais saboroso.

* “O robusta contém duas vezes mais cafeína do que o arábica.” (Wikipedia).
** “O café liofilizado é obtido através de um processo, no qual uma amostra de café fresco recém preparado é congelado e logo após é colocado em um recipiente. Na secagem por liofilização, o extrato é congelado a temperaturas inferiores a 30ºC negativos, sendo então triturado em moinhos especiais e conduzido à câmara de vácuo dentro de bandejas. O vácuo provoca a sublimação do gelo (transformação do sólido para o vapor). Quando a maioria do gelo é retirada, o café liofilizado esta pronto para ser empacotado. (..) Este é um processo químico que conserva o alimento, que tem seu sabor e aroma bem mais preservados durante a industrialização. A liofilização tem vantagens importantes sobre os métodos de processamento do café instantâneo, já que as moléculas responsáveis pelo sabor não são destruídas, como quando o café é secado mediante aquecimento prolongado. Alguns consideram este, um café com sabor sem comparação.” (Mark Café)
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