Empty Spaces Chronicles 2.0

Opinião e Sentimentos por Alexandre Mello

trinta e três, o ponto de inflexão, e a legião da má vontade

“O trinta e três (33) é o número natural que segue o 32 e precede o 34.
É um número composto, que tem os seguintes factores próprios: 1, 3 e 11.
Como a soma dos seus factores é 15 < 33, trata-se de um número defectivo.
Pode ser escrito de forma única como a soma de dois números primos: 33=2+31.
É o décimo ‘número sortudo’.”

(Wikipedia)

Em meados deste ano completo trinta e três anos de vida. Essa numeração tem toda uma simbologia, foi a data em que Jesus Christ the superstar deu tchauzinho pra todo mundo e disse: “se virem, já fiz minha parte”. Alexandre, “O Grande”, que conquistou meio mundo (literalmente), também partiu dessa pra melhor com parcos 32 anos (ali, quase nos 33).

Pra muita gente possui uma simbologia de quebra de paradigma. Na nossa sociedade pós-moderna, tradicionalmente, chegar nessa idade seria o “ápice” de uma espécie de “troca de roupa” existencial. Um ponto de inflexão. Em outras palavras, o ponto mais alto (ou baixo) da “parábola da vida”.

É notável perceber como isso afeta as pessoas de um modo inconsciente. Eu reparo isso não tanto na idade em si, especificamente, mas na questão da “fatia geracional”, que é o que realmente conta. Poderíamos dizer que “estar com 33 anos” engloba todo o período que começa ali nos 25 e vai até os 40, 45 anos de idade. A fase da vida de qualquer pessoa em que (não só teórica, mas fisicamente) o pulmão está mais cheio, o arco de possibilidades está mais aberto, e o mínimo de “alicerce psicológico” está formado.

Aí entra uma questão interessante, e foi por isso que grifei a palavra “ou baixo” ali em cima. Essa dita afetação inconsciente, pelo menos no que eu observo na maioria dos meus colegas de “fatia geracional” é de um pessimismo atroz. Agora não sei se isso é algo específico da minha geração, ou do meu círculo de convivência, mas confesso que me incomoda bastante.

A “preguiça existencial” e a má vontade imperam. “Tudo o que é bom já foi”, “estou velho..”, “não aguento mais..”, “não dá..”, “não quero..”. Pode ser dito ou não dito, o sentimento está ali. E eu gosto da expressão “preguiça existencial” porque é a metáfora perfeita. A vida não é fácil, o dia-dia não é fácil, mas eu conto nos dedos as pessoas que se esforçam pra trabalhar as migalhas de sentimentos do cotidiano que determinam nosso estado de espírito.

Pode ser só uma “foto” que eu tiro do meu momento de vida que me mostra isso espalhado nas cercanias do trinta e três alheio. Ou não. O que é certeza pra mim é o meu ponto de inflexão da parábola, que está lá em cima, e é com ele que eu trabalho. De qualquer maneira, deixo meu clamor registrado aqui nesta postagem: credenciados do “clube do trinta e três”, é a hora de deixar a preguiça de lado e ter tesão pela vida meus caros. Porque a única certeza é a gravidade, inclusive na geometria-analítica-metafórica-existencial-de-botequim. We can work it out, always.

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empty spaces mixtape #4: Hung In A Bad Place With The Velociraptor

Existem dias em que a cafeína não dá conta, como hoje. A solução que eu tenho é colocar essa mixtape no play. É batata, o recarregamento da “bateria” é imediato, mantendo os neurônios a pleno vapor até a hora que o travesseiro chama. Também recomendo pras manhãs de sábado em que a gente bate no peito e enche os alvéolos com aquela deliciosa energia do começo de final de semana.

Hang in a Bad Place with the Velociraptor

obs: ‘Hung in A Bad Place’ não é da banda ‘nano’, mas do Oasis, desculpem a nossa falha, ou melhor, a falha do cadastro do Grooveshark.

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na cabeceira: Monroe, Kubrick e Young

Biografias Marilyn Monroe Stanley Kubrick Neil YoungPor falta de um tenho três livros na cabeceira. Achei que não ia dar conta, mas todos estão lentamente sendo destrinchados quase que ao mesmo tempo. Por coincidência, todos são biografias, ou melhor, duas biografias e uma autobiografia.

Pra quem tem sérios problemas em terminar um romance (dá pra contar nos dedos a quantidade de livros de ficção em que eu fui até a última página), as biografias eram um passo natural. E pra quem gosta de uma literatura com os alicerces fincados no jornalismo, ou melhor jornalismo literário, um passo necessário. Sem falar no livreto A Batalha pela Alma dos Beatles que eu estou com pr$guiça de comprar mas estou devorando avidamente toda vez que entro em uma livraria. Já devo estar beirando uns 30% do livro (de 500 páginas) só nessa brincadeira de sentar na poltrona e dar uma folheada rápida.

A idéia inicial era ler um por vez e escrever breves impressões aqui no blog, porém, a curiosidade em fuçar as aquisições foi mais forte. Assim sendo, aos poucos (assim como a leitura) vou postando e dando pitacos nos trechos que achar mais interessantes. Mas já de cara recomendo, pra quem admira as personas em foco, a leitura dos três calhamaços. Vale o investimento.

“Marilyn” (edição 2013) – autor: Norman Mailer – editora: Record – páginas: 352.

“Conversas com Kubrick” (edição 2013) – autor: Michel Ciment – editora: Cosac Naify – páginas: 382.

“Neil Young, a Autobiografia” (edição 2012) – autor: Neil Young – editora: Globo – páginas: 408.

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