Empty Spaces Chronicles 2.0

Opinião e Sentimentos em pequenas cápsulas, vácuo adentro.

sobre construir significados e encarar a si mesmo

Cá estou eu, nos meus primeiros dias de férias, pensando na vida, nas pessoas queridas, nas coisas que farei nestas férias, e nos rumos daqui por diante.

Sim, precisamos tomar decisões. Decisões são o grande fardo, e o grande tesão da vida adulta. E junto com ela vem outro pequeno detalhe que é essencial, a construção dos significados.

Esses dias me peguei pensando sobre isso, o que nos deixa tão angustiados depois que deixamos de ser crianças, adolescentes, early djovens, aqueles anos de leveza, que parecem que duram eternamente. Aí me veio na cabeça essa questão dos significados que necessariamente precisamos dar pras coisas, pras pessoas, pra todo o universo que passa na frente da nossa consciência.

Ali, na infância, na adolescência, na early djuventude, por alguma mágica, eles nos são dados, por alguém, por alguma coisa, pelos nossos pais, mas nós nunca precisamos, conscientemente, construir significados pra nossa trilha existencial. Eles são “mini-presentes” que o conforto dessas “eras” existenciais nos dão.

A lenta quebra, o início da transição para a extinção dos “mini-presentes”, pra mim, começou ali com meus 25 anos. E sinto que está fechando um ciclo gradual agora, 10 anos depois. Um fechamento que, digamos, se traduz da seguinte maneira: “meu caro, você está no seu auge, no pico da sua existência, nós aqui da fábrica de mini-presentes já fizemos o que precisava ser feito e te ajudamos o suficiente, agora é você quem vai construir sozinho, os significados da sua existência.”

Eu já falei muito aqui no blog, direta ou indiretamente, sobre os ciclos de 3 anos que me fazem suavemente “trocar de pele”, eles continuam, mas agora parece que vem algo maior a ser encarado. Bem mais deep.

Dá medo, claro que dá. Mas o mais legal é que está me dando “pistas” de como construir a “descida da ladeira” lá na frente. E me forçando a tomar algumas decisões muito duras pra mim mesmo (e pras cercanias), mas que são essenciais, e não podem mais ser adiadas.

Parece algo simples na nossa trajetória, dar significado às coisas, às pessoas, aos sentimentos, mas não é, definitivamente. Tomar controle total sobre a dação de significados da sua existência é antes de tudo encarar a si mesmo. O que é aquele nosso maior desafio. The Big One. Aquele aliás que muita gente posterga, morre sem encarar, ou finge que está encarando. E ninguém, digamos, normal, começa a encarar antes da fábrica de “mini-presentes” fechar as portas.

Comecemos.

 

 

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o medo, o martelo, e o “canarinho”

Já não temos mais presidente constituído pelo voto popular, o vice-presidente “chapa-branca” implementa um programa radicalmente oposto ao que foi votado nas urnas, e pelo jeito deve piorar. O camburão já está cantando pneu. O “martelo” vai voltar a bater na fuça sem qualquer cerimônia, perdeu a timidez em tempo recorde, que o diga a senhora Consolação. Um filme velho que foi reeditado da maneira mais tosca possível. Vai ser engraçado e ao mesmo tempo triste, claro, ver a “desconstrução” do classe-média-camiseta-seleção-“canarinho” ao longo dos próximos anos, e décadas, why not.

O medo, esse filho da puta, conseguiu montar no lombo da História de novo. Por que no fundo é isso, na psicologia mais íntima. O seleção-“canarinho”-classe-média, aquele, é um sujeito com o medo totalmente sedimentado ali no seu Kernel. Medo do “vermelho”. Medo da “rede comunista”. Medo do “bolivarianismo” (essa “força” tão presente em terras brazucas como neve em Ubatuba). Medo do “grande partido corruptor e que quer se eternizar no poder”. Medo da “vagaba que sai com cartaz na rua e dá pra todo mundo”. Medo da “morte do hetero”. Medo dessa “bagunça toda aí”. Medo daquele que está mais próximo da sua essência humana do que ele mesmo.

Da leitura dos livros e aulas de história eu sempre deduzia isso, era palpável. Mas confesso que é meio que um choque revelador presenciar “in loco” e no seu tempo essa coisa toda dos conflitos essenciais do íntimo interferindo de forma tão direta e visceral na “pólis”, quando temos uma “narrativa” bem aplicada ao processo todo.

É triste. Mas agora é vestir as ditas “roupas e armas de Jorge”, suportar o “canarinho em desconstrução”, observar e seguir as forças do “anti-medo” essenciais. E ter sempre em mente que o dito cujo, o Sr. Medo, é um péssimo montador de cavalos.

OBS: essa postagem está devidamente editada com a tag interna e a hashtag #Temergolpista.

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psicopata

American Psycho

Segundo a “ciência” midiática, tomar café sem açúcar, escrever no whatsapp colocando ponto final nas mensagens, e manter amizade com ex, são coisas de psicopata. Eu pratico os três itens, com razoabilidade.

As vezes eu fico pensando, se eu fosse em um psicólogo, e desse toda a minha “ficha”, se porventura poderia ser classificado tecnicamente como um psicopata. E acho engraçada essa tendência social em jogar todas as pequenas supostas idiossincrasias das pessoas “diferentonas” nas costas dos ditos (reais) psicopatas.

Eu pessoalmente conheço muito mais gente desequilibrada que se enche de açúcar, usa hieróglifos no whatsapp, e fica stalkeando o ex, remoendo frustrações e tomando sorvete pela testa.

E pros íntimos, podem ficar tranquilos que Phil Collins não é rei aqui na vitrola, e não guardo pedacinhos de conhecidos na geladeira.

De qualquer maneira, I have to return some videotapes, e acabar com essa postagem com séria deficiência de empatia, mas fica o esclarecimento.

E claro, psicopata ou não, atualizamos o blog.

 

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